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119ª Sessão Ordinária da Assembléia
Legislativa do Estado de São Paulo
23 de agosto de 2005
O
SR. UBIRATAN GUIMARÃES - PTB - SEM REVISÃO
DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. Deputados, funcionários,
aqueles que nos assistem pela TV Assembléia, ouvi
há pouco o nobre Deputado Vanderlei Siraque defender
que se diga ‘sim’ ao desarmamento no próximo referendo.
Esquece o nobre Deputado, quando cita as estatísticas,
que nós que acompanhamos, nós que vivemos
a vida nas ruas enfrentando o crime, que tivemos oportunidade
de acompanhar toda essa problemática em relação
ao armamento sabemos de coisas que S. Exa. não
sabe.
O
que se quer agora? Quer se tirar o direito do cidadão
de bem de poder se defender. Essa fala do nobre Deputado
Vanderlei Siraque é utopia. Todos nós -
e nós inclusive, policiais - gostaríamos
que todos estivessem desarmados, todos, desde o marginal
até o cidadão de bem. Mas, infelizmente,
desarmar o cidadão de bem, aquele que vai à Delegacia
de Polícia, aquele que compra sua arma e a registra,
que tem atestado de antecedentes, que faz um exame psicotécnico,
que faz um exame de manuseio na Polícia Civil, é afrontar
o direito da legítima defesa do cidadão.
Esses
números citados pelo Deputado Vanderlei
Siraque são verdadeiros, não vou refutá-los,
mas acontece com armas clandestinas. Aquele que se preocupa
em se armar, que se preocupa em se defender, ele tem
condições de guardar a sua arma e agir
na hora certa. Usa-se números falsos. Fala-se
uma porção de coisas que não condizem
com a verdade. Esses números dados são
de armas clandestinas. E temos essa estatística.
O cidadão de bem que compra uma arma sabe como
usá-la, sabe como guardá-la. Agora dizer
que os órgãos de segurança é que
têm de dar segurança ao cidadão é utopia.
Com o efetivo que temos não se consegue dar segurança
a todos.
Desarmar
o dono da quitanda, desarmar o dono da padaria, o motorista
de táxi, aquele que trabalha no campo, é muito
fácil. Antes de desarmar o cidadão de bem,
vamos fazer campanha para desarmar o marginal, acabar
com essa proteção que temos aqui neste
país. Mas faz-se o contrário: o Estatuto
do Desarmamento. Estamos gastando uma fortuna. O nosso
país está gastando 800 milhões de
reais para fazer o referendo sobre se o cidadão
de bem pode ou não andar armado.
Por
que não pensam em coisas mais sérias?
Por que não se aproveita o referendo para votar
a diminuição da maioridade penal? Por quê?
Quando tem uma eleição, vota-se para Deputado,
Governador, Senador e outros. Por que não se faz
uma coisa completa? Por que não ouvir se o povo é a
favor da prisão perpétua ou não? É um
gasto exorbitante. Aliás, o que vemos de milhões
gastos neste país, é só ligar a
televisão, são 50 para lá, 90 para
cá; um embolsou, outro trouxe na cueca. Gastar
essa fortuna só para o problema da arma é uma
afronta ao povo brasileiro. Diga não. O cidadão
de bem tem direito de defender sua família, sua
propriedade. Neste país ainda existe o direito
da propriedade. Muito obrigado, Sr. Presidente.
Gabinete Deputado Estadual Coronel Ubiratan
Av.
Pedro Álvares Cabral, 201 - Sl. 5013 - Ibirapuera
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