Rio,
09 de outubro de 2004 Versão
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Bandidos oferecem recompensas por armas de quadrilha
expulsa de favela
Além de picharem siglas de uma facção
criminosa, os traficantes de Parada de Lucas que invadiram
Vigário Geral há uma semana deixaram outras
marcas nos muros da favela. Em cartazes colados por todas
as vielas, os bandidos oferecem recompensa àqueles
que disserem onde estão as armas da quadrilha
expulsa. O anúncio garante pagamento de mil reais
para cada pistola e de R$ 5 mil para cada fuzil. As informações
devem ser passadas para dois números de telefone
celular. “Procuram-se as armas do Bonde do João”,
dizem os cartazes, referindo-se ao traficante que estava à frente
do bando que antes controlava Vigário Geral.
O valor pago
pelo tráfico é muito mais
alto que o previsto no Estatuto do Desarmamento. O governo
federal paga hoje R$ 300 por um fuzil entregue e R$ 200
por uma pistola.
Outra estratégia adotada ontem pelos bandidos
de Parada de Lucas, segundo a polícia, foi incitar
os moradores a fecharem a Avenida Brasil. Por volta das
15h20m, um grupo interrompeu o trânsito por dez
minutos no sentido Zona Oeste. Pneus e latões
de lixo foram queimados e o congestionamento chegou à altura
de Irajá.
Na tarde do último sábado, traficantes
de Parada de Lucas, com a ajuda de bandidos da Favela
da Coréia, em Senador Camará, e do Complexo
da Maré tomaram os pontos de venda de drogas de
Vigário Geral.
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