Sexta, 4 de fevereiro de 2005

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Autoridades inglesas orientam cidadãos a reagir em assaltos

Enquanto autoridades brasileiras aconselham cidadãos a não reagirem a assaltos, o governo britânico liberou de processos judiciais ingleses que, “sem uso de força excessiva”, reajam e matem seus agressores, seja com arma de fogo, faca ou qualquer outro objeto. A ‘licença para matar’ só não pode ser usada em casos de vingança, armadilha ou se o criminoso estiver acuado ou desarmado. A reação é autorizada se a pessoa agir “honesta e instintivamente, no calor do momento”.

A decisão britânica ecoou pelo Rio. O presidente da OAB-RJ, Octávio Gomes, achou a determinação “louvável”. “Nossos bens são invioláveis. Não podemos ser culpados por tentarmos defendê-los. Mas os ingleses devem apurar os casos com cuidado para que não existam abusos como assassinatos em que os criminosos tentem burlar a polícia alegando apenas estar se defendendo”, disse. O subchefe de Polícia Civil, José Renato Torres, não acredita que a determinação possa ser empregada no Brasil: “Os bandidos não dão o menor valor à vida. Por isso, pedimos à população que não reaja, ou o que poderia ser apenas um roubo, vira homicídio. Além disso, no Brasil, quem reage e mata o bandido, não escapa do processo, mas, se comprovado que foi legítima defesa, escapa da condenação.” (Priscylla Almawy)