
Plenário
Alvaro contesta afirmação de que violência
diminuiu no país Ao
destacar alguns números relativos ao crescimento
da criminalidade no Brasil, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR)
contestou ontem declarações do ministro
da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de que
a campanha contra o desarmamento provocou uma contenção
no aumento da violência no país.
O
senador citou dados do próprio ministério,
que, segundo os quais, houve um aumento de 18% nos registros
de crimes anotados pelas polícias civis no ano
passado e que a taxa de crimes violentos contra o patrimônio
em 2003, que incluem furtos, roubo e extorsão
mediante seqüestro, foi de 484,1 ocorrências
por 100 mil habitantes, "uma das mais altas do mundo
e cerca de 15% maior que a de 2001". De acordo com
as estatísticas apresentadas pela Federação
das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan),
a cada dia 18 pessoas são assassinadas no Rio.
No
Paraná, estado do senador, não é diferente.
Ele disse que o recrudescimento da violência no
estado é um retrato do que ocorre no restante
do país. O tráfico de drogas e as disputas
entre gangues rivais configuram uma realidade cada vez
mais alarmante na região metropolitana de Londrina,
afirmou. Alvaro Dias destacou que em Cambé, Rolândia
e Arapongas houve, até novembro, um aumento de
60% da violência. Em Ibiporã, foi de 100%.
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A explosão da violência nessas localidades,
segundo autoridades policiais locais, é causada
principalmente pelo agravamento do quadro social, em
especial o desemprego.
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