O
primeiro a falar foi o jornalista Admilson Oliveira, sendo seguido pelo médico psiquiatra, Dr. José Ari.
A terceira e última participação,
foi a do Major Olímpio, da Polícia Militar.
A palestra mais “inflamada” foi feita pelo major Olimpio,
que diante seus 28 anos de serviço militar, vem
acompanhando de perto a “farsa” que é o Estatuto
do Desarmamento. Acompanhe parte do pronunciamento do
oficial:
- Nós da Polícia Militar, Civil e também
das Guardas Municipais, presenciamos a apreensão
de 40 mil armas por ano no Estado de SP, o que dá mais
de 100 armas por dia. O que vai ser votado no final do
ano é o comércio ilegal de armas e munições
em nosso País, porém, estão escondendo
do cidadão brasileiro a verdade que está estampada
nesse Estatuto. Não vai adiantar absolutamente
nada, pois o bandido, o marginal, não irá devolver
as armas que usam para matar, roubar e seviciar. O Brasil
deve parar com esse engodo e principalmente ficar fantasiando
com entregas de viaturas e formaturas de policiais, que é uma
cortina de fumaça que esconde a realidade e isso
tudo acontece, enquanto a bandidagem cresce e mata o
cidadão de bem. O referendo a ser votado no dia
23 de outubro, vai custar ao Brasil R$ 600.000.000 (Seiscentos
milhões de reais), para fazer uma pergunta que
já está respondida, e isso para esconder
essa “bandalheira” que está acontecendo lá no
Congresso. Você cidadão de bem, acompanhem
bem a CPI lá em Brasília, a distribuição
de recursos feitas por “seos Marcos Valérios da
vida” na semana que antecedeu o dia 22 de dezembro de
2003, quando aconteceu a votação do Estatuto
do Desarmamento. Neste dia, o “bando de safados” que
na verdade está impingindo a população
ao máximo que vai tirar sua própria cidadania
e pra isso usou um artifício macabro. Então,
não devemos dizer Não!! Não à corrupção,
Não ao mensalão, não aos hipócritas
de plantão que ficam aí apregoando teorias
civilistas até próprias, mas que não
resolvem absolutamente nada. Em meus 28 anos de serviço
militar, já cansei de carregar alças de
caixões de companheiros, vítimas de marginais
como meu amigo soldado Santim, que foi morto no dia 13
de junho, por um marginal que usava uma arma ilegal.
Importante frisar, que esse Estatuto do Desarmamento
não mexeu na condição do menor que
porta uma arma de fogo. Para o menor vai continuar sendo
uma tranqüilidade. A Lei 8069 do Estatuto da Criança
e do Adolescente, que diz em seu artigo 121 que o menor
não comete crime e sim um ato infracional. Sendo
assim, ao menor não poderá ser imputado
penas criminais. Porém, quando o menor pega uma
arma clandestina na mão, ele sevicia, estupra,
aterroriza e mata. Sendo assim quando você for
votar nesse referendo, que você pense em todos
os cidadão de bem nesse país e especialmente
naqueles que tem como profissão defender a integridade
da sociedade. Se essa Lei for votada e aprovada, não
vamos mais poder comprar armas ou munição,
principalmente quando passarmos para a inatividade. A
propaganda maciça de hoje tenta enganar o cidadão
dizendo, “olha, não é melhor uma sociedade
sem armas??” É lógico que é!!! Mas é isso
que será votado?? É claro que não,
será votado mais um golpe na cidadania. Portanto,
no dia 23, cada cidadão diga “Não”. E para
divulgar a verdade sobre esses fatos, o cidadão
de bem não terá dinheiro para mandar fazer
cartilha bonitinha colorida, não pode pagar segurança,
não pode pagar propaganda na Rede Globo e não
tem carro blindado. Nós teremos que fazer essa
propaganda “boca a boca”, andar por esse país
e dizer basta... Não!!! Quem votou nesse estatuto,
recebendo o “mensalão” terá o primeiro
não da Sociedade no di 23 de outubro. Essa votação
não pode esperar o ano que vem (2006) junto com
a eleição de representantes (Presidente
e Deputados) porque precisa jogar em cima disso uma “cortina
de fumaça” e enganar o cidadão de bem.
Só que se tivermos uma oportunidade, vamos dizer
por esse país que não vamos cair nesse
engodo, não vamos cair nas mentiras de quem só vota
naquele Congresso, focado no que vai receber em sua conta
bancária (mensalão). Dia 23, diga “Não”
exatamente e muito obrigado!!!
O prefeito Ocimar Polli também deu seu parecer
quanto ao Estatuto do Desarmamento e pronunciou perante
os presentes: “O que é uma arma para você? É só um
revólver, uma espingarda e um fuzil?? Ou também é uma
faca, um estilete, uma foice ou até mesmo um cabo
de machado ou picareta?? Enquanto o Governo tenta desarmar
o cidadão de bem com essa nova Lei, a marginalidade
cresce e está a cada dia mais bem forte e armada.
Os marginais não estão nem um pouco preocupados
com as diretrizes que deverão ser aplicadas pelo
Estatuto do Desarmamento. Para acabar com o comércio
de armas ilegais, em minha opinião, primeiro o
Governo precisa dar mais segurança à população.
Sou a favor do Desarmamento da seguinte forma, desarma
o ladrão... defendendo o cidadão. O Estatuto
irá proibir o comércio de armas em lojas
e comércio, porém, na ilegalidade esse
comércio certamente irá continuar. Volto
a perguntar, como é que vai ficar esse comércio
ilegal?? O Governo não vai fazer nada contra isso??”,
declarou o prefeito.
Este ciclo de debates realizado pelo Conseg foi um dos
mais produtivos e segundo a participação
popular, de grande interesse. Fato falho dos organizadores
do Conseg foi a entrega das cédulas de votação
antes do término das três palestras previstas.
As cédulas foram entregues exatamente após
duas participações favoráveis ao
Desarmamento (professor Roberto e Dr. Ari) fato este
que acabou induzindo os presentes a votarem “sim” ao
Desmamento. Outro fato negativo causado pela entrega
antecipada das senhas durante as palestras, foi a interrupção
da atenção da grande maioria ao evento,
que deixaram os convidados falando enquanto recebiam,
preenchiam e votavam.
Ao final da palestra foi realizada a contagem das cédulas,
sendo constatada a vitória dos votos favoráveis
ao Estatuto. Muitos dos presentes que votaram “sim”,
mudaram de opinião após a convicta manifestação
do Major Olímpio.
“Se eu soubesse da verdade dos fatos, muito bem explanados
aqui pelo major Olímpio, eu jamais teria votado
a favor do Desarmamento. O que todos imaginam, é que
no dia 23 de outubro será votado o desarmamento
da população, porém, vejo que não é bem
isso que vai acontecer. Pena que aqui neste evento, votei
antes de ouvir o último palestrante que em minha
opinião, foi muito convincente e experiente no
assunto, diante seus 28 anos de vida militar”, disse
um dos presentes que votaram “sim” na simulação
do referendo.
Para o presidente do Conseg, o Dr. Roque Serra, a entrega
das cédulas durante a palestra foi uma falha da
organização e não estava prevista.
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