OUTRO CANAL
TSE frustra campanha pró-arma da Band
DANIEL CASTRO
COLUNISTA DA FOLHA
O
departamento jurídico da Band estuda medidas
contra resolução do TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) que disciplina a propaganda sobre o referendo
pelo desarmamento. Em 23 de outubro, os eleitores
terão que votar "sim" ou "não" à pergunta "O
comércio de armas de fogo e munição
deve ser proibido no Brasil?".
A resolução proíbe as emissoras
de TV e rádio de "veicular propaganda
política ou difundir opinião favorável
ou contrária a qualquer proposta do referendo" e
de "veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries
ou qualquer outro programa com alusão ou crítica às
frentes parlamentares, mesmo que dissimuladamente,
exceto programas jornalísticos ou debates
sobre o referendo".
Preliminarmente, executivos da Band avaliam que as
normas impedem a veiculação de editoriais
e até mesmo discussões com especialistas.
A emissora se preparava para veicular uma campanha
própria em que defenderia seu ponto de vista
sobre o desarmamento.
Em 2003, antes da aprovação do Estatuto
do Desarmamento, a Band ocupou seus intervalos com
peças em que defendia o "direito legítimo
do cidadão" de portar armas. A posição
era oposta à da Globo, que defendeu o desarmamento
na novela das oito.
Para a Band, as regras do TSE favorecem o "sim",
fortalecido pela Globo. Seus advogados estudam se
não há cerceamento da liberdade de
expressão.
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