Governo espera recolher 500 mil armas
até junho
DA REPORTAGEM LOCAL
O
ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
afirmou ontem em São Paulo que a nova meta do
governo federal para a campanha do desarmamento é recolher
cerca de 500 mil unidades até o meio deste ano.
O entusiasmo com a campanha, iniciada no ano passado
e prorrogada até dia 23 de junho, se deve ao número
atingido na sua primeira etapa. No ano passado, 270 mil
armas foram entregues voluntariamente pela população
- a previsão era recolher 80 mil.
"
O êxito da campanha já está medido
porque em todos os lugares onde ela foi desenvolvida
o nível de homicídios baixou estatisticamente",
afirmou Bastos, que participou ontem do lançamento
da segunda etapa da campanha, na praça da Sé,
ao lado do prefeito da cidade, José Serra (PSDB).
Serra ajudou a destruir dois revólveres a marteladas. "Foi
a primeira vez que eu peguei em um revólver na
vida", afirmou ele, logo depois de inutilizar as
armas com a ajuda de um guarda civil.
Tanto o prefeito como o ministro defenderam a proibição
da venda de armas no país, tema que será tratado
em um referendo popular marcado para outubro.
"
Devemos organizar um comitê suprapartidário
para organizar essa campanha", sugeriu Serra, para
quem é preciso investir em propagandas de TV como
forma de convencer a população a optar
pela proibição.
Em São Paulo, o recolhimento começa na
segunda-feira em postos das polícias Civil, Militar
e Federal e da Guarda Civil Metropolitana. A prefeitura,
que prepara também postos itinerantes para que
a população entregue as armas, já fechou
parcerias com a CPTM e o Metrô para a divulgação
de cartazes com horários e locais dos postos de
recolhimento. Também vão participar da
campanha igrejas e ONGs.
Entre agosto de dezembro do ano passado, 5.518 armas
foram entregues voluntariamente na capital paulista.
Em todo o Estado de São Paulo, 76.834 unidades
foram recolhidas -maior número do país.
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