São Paulo, terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
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Governo espera recolher 500 mil armas até junho
DA REPORTAGEM LOCAL

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou ontem em São Paulo que a nova meta do governo federal para a campanha do desarmamento é recolher cerca de 500 mil unidades até o meio deste ano.
O entusiasmo com a campanha, iniciada no ano passado e prorrogada até dia 23 de junho, se deve ao número atingido na sua primeira etapa. No ano passado, 270 mil armas foram entregues voluntariamente pela população - a previsão era recolher 80 mil.
" O êxito da campanha já está medido porque em todos os lugares onde ela foi desenvolvida o nível de homicídios baixou estatisticamente", afirmou Bastos, que participou ontem do lançamento da segunda etapa da campanha, na praça da Sé, ao lado do prefeito da cidade, José Serra (PSDB).
Serra ajudou a destruir dois revólveres a marteladas. "Foi a primeira vez que eu peguei em um revólver na vida", afirmou ele, logo depois de inutilizar as armas com a ajuda de um guarda civil.
Tanto o prefeito como o ministro defenderam a proibição da venda de armas no país, tema que será tratado em um referendo popular marcado para outubro.
" Devemos organizar um comitê suprapartidário para organizar essa campanha", sugeriu Serra, para quem é preciso investir em propagandas de TV como forma de convencer a população a optar pela proibição.
Em São Paulo, o recolhimento começa na segunda-feira em postos das polícias Civil, Militar e Federal e da Guarda Civil Metropolitana. A prefeitura, que prepara também postos itinerantes para que a população entregue as armas, já fechou parcerias com a CPTM e o Metrô para a divulgação de cartazes com horários e locais dos postos de recolhimento. Também vão participar da campanha igrejas e ONGs.
Entre agosto de dezembro do ano passado, 5.518 armas foram entregues voluntariamente na capital paulista. Em todo o Estado de São Paulo, 76.834 unidades foram recolhidas -maior número do país.