O Estado de São Paulo - Cidades
29/09/2004


Não há dados para avaliar impacto sobre a criminalidade

Apesar do sucesso da campanha do desarmamento, ainda não há estatísticas sobre seu impacto sobre a violência. O secretário-adjunto de Defesa Social de Minas Gerais, Luís Flávio Sapori, afirmou que a mobilização tem pouca probabilidade de reduzir índices de homicídios nas grandes cidades. "Veja o caso das gangues do tráfico. Elas não vão entregar armas voluntariamente."

Para Sapori, a campanha tem importância "simbólica, na constituição de uma sociedade que valoriza menos o uso de arma de fogo".

O secretário de Defesa Social de Pernambuco, João Braga, acredita que a campanha federal tem contribuído para a queda de índices de homicídios "fortuitos", ocorridos por motivos banais, como briga no trânsito. Ele não sabe precisar, porém, se isso deve à devolução de armas ou ao Estatuto do Desarmamento, que restringiu o porte.

O especialista Denis Mizne, diretor do Instituto Sou da Paz, de São Paulo, também ressaltou a importância do estatuto. Ele citou pesquisa da Fundação Seade que apontou queda de 18% nos homicídios em São Paulo no primeiro semestre em relação a igual período de 2003. (Eduardo Kattah, Ângela Lacerda e Laura Diniz)

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