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METRÓPOLE Terça-feira, 29 de Março de 2005

Bastos pede que Severino não mude pergunta do referendo

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, fez um apelo ao presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcante (PP-PE), para que restabeleça a pergunta original do plebiscito que decidirá o futuro da campanha do desarmamento no Brasil. O comércio de armas e a sua posse por particulares estão proibidos no País desde o ano passado e a continuidade da proibição será decidida em referendo a ser realizado em outubro. "É uma imensa oportunidade para o País mostrar ao mundo que quer uma cultura de paz", disse.
A pergunta original do plebiscito era: Deve ser proibida a comercialização de armas e munições no Brasil?

Mas o relator do projeto na Câmara, deputado Vanderval Lima (PL-SP), adicionou há duas semanas um componente subjetivo à pergunta, que ficou assim: Deve ser proibido, em todo o território nacional, o comércio de armas de fogo e de munições a pessoas, para a sua legítima defesa e de seu patrimônio, na forma da lei?

Segundo o ministro, a mudança da pergunta induz a resposta, descaracteriza o plebiscito e fere a lei. "Como toda pergunta legal, ela tem de ser clara e sobre um fato só", criticou Bastos. O referendo foi determinado pelo Estatuto do Desarmamento, sancionado em 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desde junho, o governo já recolheu cerca de 500 mil armas numa ampla campanha pela paz em todo o território nacional. A campanha tem, entre os seus principais parceiros, o Ministério da Cultura, que realiza em São Paulo, no dia 17 de abril, na Praça da Sé, o primeiro Show do Desarmamento, com a presença de vários artistas.

Está confirmada a presença do ministro da Cultura, Gilberto Gil. A Guarda Civil Metropolitana encabeça a campanha de arrecadação de armas na cidade, por meio de postos fixos e volantes, que percorrem os bairros mais afastados.


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