Carina Flosi
Na volta de uma festa, na madrugada de ontem, três
jovens foram executados em Interlagos, na zona sul. A única
vítima identificada até agora é a
universitária Joseli Soraya Pojo Nunes, de 23
anos, estudante de Direito. Joseli e um casal de amigos
foram mortos de forma brutal: os assassinos obrigaram
os três a se deitarem de costas e dispararam diversos
tiros contra suas cabeças. A perícia encontrou
no local quatro cápsulas de pistola calibre 380.
Após o crime, os bandidos fugiram com o Peugeot
da estudante.
Joseli e os amigos deixaram a casa noturna Eucaliptos,
na Avenida Robert Kennedy, por volta das 5h10. Entraram
no carro e seguiram o caminho de volta para casa. A polícia
acredita que foram abordados pelos criminosos durante
esse trajeto.
Na Rua São Roque do Paraguaçu, no bairro
Jardim Icaraí, os jovens desceram do veículo
e deitaram no chão de costas, com os braços
apoiados nas cabeças.
"Provavelmente eles não sabiam que iriam
ser mortos daquele jeito, pois os corpos não apresentavam
sinais de luta ou tentativa de fuga. Os assassinos devem
ter dito que fugiriam com o carro após eles se
deitarem", disse um investigador do 85.º Distrito
Policial (Jardim Mirna), onde o triplo homicídio
foi registrado.
Horas depois do crime, no início da manhã,
a polícia encontrou o carro batido e abandonado
no portão de uma casa na favela da Minhoca. O
toca-CDs havia sido roubado. Os corpos foram encontrados
por testemunhas que acionaram a Polícia Militar.
Ontem à tarde, a mãe de Joseli, a esteticista
Catarina Lelis Pojo, 44 anos, foi à delegacia
desesperada. "Ela não acreditava que a filha única
havia sido morta voltando de uma balada. A mãe
contou que a moça raramente saía de casa,
era estudiosa e gostava muito de dançar",
contou o policial do 85.º DP.
A chacina será investigada pelo Departamento
de Homicídios e Proteção à Pessoa
(DHPP).