O Estado de São Paulo - Cidades
12/05/2004
Vendedores de armas querem
mudar estatuto
Associação Nacional dos proprietários
de lojas recorre à Justiça para vender armas
A Associação Nacional
dos Proprietários e Comerciantes de Armas entrou com pedido de
liminar no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, contra o
Estatuto do Desarmamento. O documento dos representantes dos donos
de lojas de venda de armas contesta os artigos que tratam dos crimes
de registro, posse e comercialização de armas e munição.
Segundo o documento, é
inconstitucional a determinação que impede "o comércio lícito
de armas de fogo e, por conseguinte, o direito à legítima defesa,
além de afrontar os direitos humanos". No pedido, a associação
afirma que a compra de uma arma se constitui num direito e a proibição
"afronta as garantias individuais, inseridas no artigo 5.º da
Constituição".
Acrescenta, ainda,
"haver ofensa ao princípio básico da segurança e
propriedade, pois o Estado não é capaz de assegurar a segurança a
todos, todo o tempo."
O diretor regional da associação,
Misael Antonio de Sousa, afirmou ontem, em São Paulo, que o novo
controle de armas recebidas do fabricante e vendidas, imposto pelo
Estatuto, é abusivo e desnecessário. "A determinação onera
o comerciante, torna proibitivo o comércio lícito de armas de fogo
e impede o princípio da legítima defesa", declarou.
Sousa sustenta que foram
fixadas novas taxas - com contornos de imposto - para pessoas físicas
e jurídicas que queiram obter a propriedade de arma de fogo. Outro
ponto do Estatuto que a associação entende ser inconstitucional é
a permissão do uso de arma de fogo pelas guardas municipais e a
proibição do porte de arma por policiais militares e civis portem
fora do horário de trabalho.
"Nós também não
concordamos com a decisão que impede menores de 25 anos de adquirir
uma arma. A idade correta seria 18 anos", afirmou Sousa. A
associação, criada em São João do Meriti, no Estado do Rio, tem
1.500 sócios no País e é presidida por Antonio Alves do Couto. O
relator da ação é o ministro Carlos Velloso. (Renato Lombardi e
Mariângela Gallucci).
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