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Terça-feira,
9 de Novembro de 2004
Execução de 8 advogados
faz OAB criar comissão
Fausto Macedo
Oito
advogados executados a tiros em 2004 alimentam um clima
de apreensão e suspense na Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB) de São Paulo. "São
execuções", denunciou ontem o presidente
da entidade, Luiz Flávio Borges D'Urso, com
a lista dos mortos sobre a mesa. Ele afirmou que não
há indícios sobre a atuação
de uma organização criminosa montada
para eliminar advogados, mas se disse chocado com os
assassinatos.
D'Urso anunciou a criação de uma comissão
especial, formada por peritos em balística e DNA,
um médico legista, um psiquiatra forense e um
assistente social, para acompanhar a investigação
da polícia. A classe está mobilizada: "Para
cada advogado morto, levantam-se 230 mil profissionais
que atuam no Estado." A OAB divulgou
os nomes das vítimas e detalhes
dos crimes, que ocorreram entre janeiro e agosto, na
capital, em Osasco, Santo André, Santos, Cotia,
Ferraz de Vasconcelos e Paulínia. Um caso apenas
pode ter sido tentativa de assalto.
Cinco profissionais
morreram em seus locais de trabalho. Um deles, Dorgival
Rodrigues dos Santos, levou pelo menos
dez tiros. Era advogado trabalhista, estabelecido em
Paulínia, com atuação no setor petroquímico.
Santos havia recebido ameaças de morte e fez queixa
na delegacia da cidade.
Outros dois,
Ivan Rosa Ruiz e Cláudio Delmolim
Oliveira, eram criminalistas e sócios em Santo
André. Ruiz foi morto em junho, Oliveira em julho,
as circunstâncias quase idênticas. Nas duas,
alguém ligou solicitando um horário para
ser atendido. O assassino escapou na garupa de uma moto.
O caso mais
recente ocorreu em Osasco. Cézar
Augusto Galvão, atuava na área criminal.
Morreu aos 24 anos.
metropole@estado.com.br
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