Violência
No
caminho certo Campanha promovida
pelo Diário da Manhã é exemplo
a ser seguido por toda sociedade, na opinião de
Jaldo de Souza, presidente do Conselho Federal de Farmácia
28/09/2004
Ulisses Aesse
Editor de Reportagem
O
presidente do Conselho Federal de Farmácia
(CFF), Jaldo de Souza, visitou a redação
do Diário da Manhã para prestar apoio à campanha
Movimento em Defesa da Vida, lançada pelo editor-geral,
Batista Custódio, cujo objetivo é o de
combater a criminalidade em Goiás.
“Essa
campanha é excelente, até mesmo
porque no nosso setor existem quadrilhas especializadas
em roubar medicamentos, seqüestrar caminhões,
que, logo após o crime, são encaminhados
a receptadores, a grandes distribuidoras, grandes farmácias,
redes de drogarias.”
Muitos
já compram até mesmo sob encomenda.
Jaldo acredita que a campanha promovida pelo Diário
da Manhã deveria ser seguida por toda a sociedade.
“Ela deve começar dentro de casa, da própria
família. Os pais deveriam conscientizar seus filhos
a exercerem um trabalho mais sério, mais honesto,
e que pudesse eliminar, de vez, a violência de
suas vidas. O furto hoje no País tornou-se comum.
No caso do Batista, ele está levantando uma bandeira.
A sociedade deve segui-la e lutar contra essa barbárie.”
Jaldo
sentencia que é necessário realizar
um trabalho nas escolas para que a criança saiba,
durante seus estudos, que a violência não
leva a nada. Para Jaldo, o DM está no caminho
certo e tem o apoio dos farmacêuticos e do Conselho
Federal de Farmácia.
Para
o presidente do CFF, a realidade brasileira está repleta
de cenas de violência, o que pode ser explicado,
em parte, pela atual situação socioeconômica
do País.
“A
sociedade anda muito carente, e o País passa
por uma situação economicamente difícil.
Existe um certo desequilíbrio social, o que a
torna ainda mais violenta”, diz. Jaldo lembra que o clima
de impunidade cria condições para que as
pessoas persistam no caminho da bandidagem.
A
aplicação do Estatuto do Desarmamento
também é criticada pelo presidente do Conselho
Federal de Farmácia. Para ele, está se
cometendo um grande erro, pois a medida vai acabar por
produzir uma bandidagem maior. “Estão recolhendo
as armas das famílias, e não dos bandidos.
As pessoas não vão poder mais se defender.
Para o presidente do CFF, o governo investe pouco na área
de segurança pública.”
Ele
defende uma maior aplicação de recursos
na área. “É preciso aparelhar mais a polícia,
adquirir mais viaturas, trabalhar a parte humana, por
exemplo, formando o profissional para que ele esteja
sempre preparado.” Jaldo adverte que, com isso, será possível
evitar que dentro da polícia apareçam desvios
que, às vezes, tornem o policial um bandido.
Jaldo
defende, também, a redução
da maioridade penal e justifica. “Estão usando
muito o menor para cometer crimes. Para mim, a partir
dos 16 anos o jovem já pode responder pelos seus
abusos.”
O
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),
embora proteja muito o menor infrator, não merece
reparos, segundo Jaldo de Souza. “O estatuto está bem.”
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