Debate na CUT, vitória!
 Foto
Diogo Waki
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A
causa contra o desarmamento ganhou um belo tento no
debate que ocorreu
no sindicato dos trabalhadores da
indústria química. O coronel Paes de Lira
foi muito feliz e convincente na argumentação,
e muito aplaudido nas respostas que deu àqueles
que o interrogaram.

Foto Diogo Waki
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No
início do debate eram 5 os debatedores: o
mediador, presidente do sindicato; o Luiz Marinho, presidente
da CUT; o Deputado Federal Greeenhalgh; o Antonio Marcos
da CBC, representando a indústria bélica;
o Bene Barbosa da Viva Brasil e o Coronel Paes de Lira.

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Em
primeiro lugar, o presidente da CUT pronunciou um discurso
mais
ou menos neutro; mais tarde ele deixaria
clara sua posição favorável ao desarmamento,
quando saiu em defesa do deputado Greenhalgh.

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O
segundo a falar, foi Antonio Marcos da CBC, que muito
apropriadamente
mostrou os aspectos sociais positivos
da indústria bélica e o impacto negativo
que o desarmamento provocará para os trabalhadores.
O orador saiu-se muito bem quando foi interrogado por
um dos presentes que criticava a CBC por ter fechado,
há alguns anos, uma indústria naquela cidade.
Ele respondeu que, se o fez, foi premido pelas circunstâncias
de momento e para a própria sobrevivência
da empresa, mas que, passada aquela fase difícil,
ela se reorganizou e hoje alberga mais trabalhadores
que teve naquela época.

Foto Diogo Waki
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Em
seguida, o deputado Greenhalgh, talvez um pouco estressado
pela
semana agitada que passou, cometeu um deslize na
sua argumentação. Depois de pintar o quadro
negro da criminalidade do Brasil, afirmou que 60% dos
crimes de homicídio são provocados por
motivos fúteis (brigas de trânsito, brigas
entre marido e mulher, brigas interpessoais etc). O auditório
protestou. Foi um burburinho tal que o mediador teve
de intervir e pedir silêncio, para que a platéia
respeitasse a opinião do deputado. Este passou
um pito no auditório (!) o qual, segundo ele,
teria faltado com a civilidade... Ficou mais algum tempo,
respondeu uma ou outra pergunta mas, antes do fim do
debate, teve que sair.
O
Luis Marinho pede a palavra e, tomando as dores do
deputado, chama
a atenção dos trabalhadores
e deixa mais clara sua posição pró-desarmamento.
Encerrou seu speech pedindo licença à platéia
e, alegando também compromissos inadiáveis,
se retirou.

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O
coronel Paes de Lira e o Bene Barbosa ficaram até o
fim. Ambos apresentaram com muita propriedade nossa posição
contra o desarmamento e foram muito aplaudidos. O Coronel,
dado a condição de ex-comandante metropolitano
da PM (que incluía também a cidade de Santo
André, onde se realizava o debate), falava ex-cátedra
e foi, sem dúvida, um debatedor brilhante.
Dois
dos convidados não compareceram: o deputado
Fleury, alegando complicações na política
nacional, que envolviam também o seu partido,
o PTB. Sentimos muito a falta do Deniz Misne, do Sou
da Paz, poderia ser um contra-ponto, talvez um pushing
ball. Não foi dado o motivo de sua ausência,
apenas foi dito que poderia chegar a qualquer momento... À boca
pequena, correu que ele não teria aparecido em
razão dos debatedores serem todos contrários
ao desarmamento(!) Terá sido verdade, não
o sabemos, mas o fato é que, até o final,
foi esperado em vão.
Uma
das pessoas presentes, mãe de um filho que
foi vitimado por assaltantes em semáforo em São
Paulo, contou sua tragédia, disse que, por um
período, ficou a favor do desarmamento mas que,
depois, chegou à conclusão de que, se seu
filho estivesse armado, pelo temperamento dele, pelo
gosto que ele tinha pela prática do tiro, talvez
ele ainda estivesse vivo. Hoje ela está a favor
do direito à legítima defesa e da posse
e do porte e armas legais de defesa.
Talvez
para rebater a esta senhora e aos palestrantes, o último do auditório a fazer uma pergunta,
fez o contra-ponto. Disse que fora vítima de um
assalto e que se tivesse reagido, provavelmente não
estaria naquele auditório. O mesmo acontecera
com sua esposa, disse ele, que fora duas vezes assaltada,
perdeu dois carros, mas felizmente não estava
armada e por isso ela e ele ainda estão vivos.
Contestou com veemência a interpretação
dos fatos citados pelos debatedores, de mortes que não
envolviam armas de fogo. Ele concordou que os há,
mas que todos os instrumentos utilizados para tais homicídios
não eram instrumentos concebidos para matar. A
arma de fogo sim, esta é concebida só para
matar.
Na
resposta o Cel mostrou-se hábil e excelente
diplomata. Primeiro disse que ninguém sabe quando
e qual foi a primeira arma concebida. Terá sido
para matar? Talvez sim, talvez não. Poderia ter
sido para, por exemplo caçar um animal e matar
a fome, por que não? Uma coisa é certa:
quando um policial defende a vida, disse o coronel, quando
um soldado empunha uma arma eles o fazem para defender
a você e sua pátria, e não para matar.
Uma estrondosa salva de palmas se ouviu no auditório
e com isso encerrou-se o debate.
Foto
Diogo Waki
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Parabéns Coronel, parabéns Antonio Marcos,
parabéns Bene. Os brasileiros honestos, que lutam
pela legítima defesa – pelo direito dos cidadãos
honestos de terem e portarem armas legais de defesa –
os saúdam e agradecem.
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