Consolidada - 17/5/2005 18h13
Sem-terra fazem quatro reivindicações à Câmara
Salú Parente

Marcha pela Reforma Agrária reúne 12
mil trabalhadores em Brasília. |
A Marcha Nacional
pela Reforma Agrária, promovida
pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST),
trouxe hoje uma pauta de reivindicações
ao Congresso Nacional. O presidente da Câmara,
Severino Cavalcanti, recebeu de um dos coordenadores
nacionais do MST, Gilmar Mauro, quatro pedidos:
- a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo
1274/04, que trata do referendo sobre venda de armas
de fogo;
- a aprovação da PEC 438/01, que autoriza
a expropriação de terras onde for constatada
a exploração de trabalho escravo;
- a aprovação do Projeto de Lei 4718/04,
que regulamenta a realização de plebiscitos,
referendos e matérias de iniciativa popular
na Constituição;
- o apoio à instalação de comissão
mista para fazer auditoria na dívida interna
e externa do País. A proposta já conta
com o número de assinaturas necessário
para ser instalada.
Severino disse que a votação do referendo
sobre o comércio de armas só depende
da liberação da pauta do plenário.
Ele aproveitou para condenar o trabalho escravo e defender
uma melhor distribuição da terra no País.
A Marcha Nacional pela Reforma Agrária, que
partiu de Goiânia no último dia 2, chegou
a Brasília ontem e reúne cerca de 12
mil trabalhadores sem terra, de 22 estados e do Distrito
Federal. Eles pedem o cumprimento da meta do governo
de assentar 430 mil famílias até 2006.
Neste ano, segundo o Ministério do Desenvolvimento
Agrário, a meta é assentar 115 mil famílias.
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