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Venda
de armas divide a população
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A população brasileira está dividida em relação
ao referendo marcado para outubro para decidir pela proibição
ou não da venda de armas de fogo no país, aponta uma pesquisa
CNT/Sensus.
No ano passado havia um sentimento favorável ao fim do comércio
de armas. Feita com 2 mil pessoas, o levantamento revelou que o número
de pessoas a favor da proibição caiu de 73,6% em março
do ano passado para 48%, enquanto o percentual dos que são contra subiu
de 23,4% para 48,8%.
Ou seja, se o referendo fosse hoje, a proibição da venda de armas,
um dos itens do Estatuto do Desarmamento, correria risco de não ser
aprovado.
A pequisa mostra ainda que a população não percebeu um
efeito prático na queda da violência e que o recolhimento de armas
não resolveu o problema da segurança pública. Mais de
80% dos entrevistados disseram que a violência aumentou nos últimos
seis meses e 5,9% acham que a situação melhorou.
Para especialistas em pesquisas, os levantamentos não podem ser comparados
porque as perguntas não foram idênticas.
O Ministério da Justiça informou, porém, que a campanha
de desarmamento tem tido apoio popular e teria ajudado a reduzir a violência
em algumas localidades.
Para o diretor executivo do Viva Rio, Rubem César Fernandes, o resultado
da pesquisa reflete a frustração da população pois "gerou
uma falsa expectativa de que iria reduzir a violência criminal".
Segundo ele, como a campanha recolhe armas de quem está disposto a entregá-las,
o principal reflexo é na redução da violência passional,
relacional, e no número de acidentes com armas.
(As informações são dos jornais A Folha de S. Paulo e
O Globo)
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