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03/09/2004 - Estado de Minas
Impulso para o desarmamento
Presidente
Luiz Inácio Lula da Silva lança
em Brasília peças publicitárias
que têm objetivo de reaquecer entrega de armas
Depois da febre do desarmamento do mês passado,
que levou milhares de pessoas em todo o País a
procurarem a Polícia Federal para entregar armas
que guardavam em casa, a média de entrega voluntária
de armamentos caiu 90%. Para tentar manter a iniciativa
da população, o governo federal lançou
ontem, em Brasília, a Campanha Publicitária
pelo Desarmamento.
Segundo
o titular da Delegacia de Defesa Institucional (Delinst)
da Polícia Federal em Minas, delegado
Ricardo Amaro, no início da campanha de desarmamento
chegava a 200 o número de pessoas que procuravam
a cada dia os prédios da instituição
em Minas para entregar suas armas. “Hoje, estamos recebendo
a média de 20 a 30 armas por dia”, conta. Para
o delegado, além do fim do frenesi inicial, o
início do recolhimento de armas pelas polícias
Civil e Militar também ajudou a reduzir o movimento
na sede da PF.
CAMPANHA A campanha publicitária lançada
pelo presidente Lula terá quatro filmes para televisão,
de 30 segundos cada, spots de rádio e cartazes,
divulgando o serviço 0800 e convocando a população
a entregar as armas. As peças são estrelados
por artistas que não cobraram cachê pela
participação, representando sua adesão à campanha.
A veiculação dos comerciais pelas emissoras
de rádio e televisão também será gratuita
e espontânea.
03/09/2004 - Jornal do Brasil
Informe JB :: Belisa Ribeiro
Marketing
Na
cerimônia de lançamento da campanha publicitária
para o Desarmamento, ontem, no Planalto, o cerimonial
convocou 30 policiais federais para aumentar o quórum.
Outra idéia, a tempo e felizmente abortada,
era fazer com que o presidente Lula marretasse uma
arma.
03/09/2004
- O Globo
Ministro pede mobilização como nas Diretas
Já —
Não resisto a fazer uma analogia com as Diretas
Já. Queríamos que a campanha do desarmamento,
pelo bem que ela faz, seja parecida, pela mobilização,
com o que se passou há 20 anos. Queremos fazer
uma bola de neve que não pare. Enquanto houver
armas no Brasil, vamos atrás delas — disse Bastos.
O
ministro comemorou o sucesso até agora, dizendo
que nem começou a campanha e já se conseguiu
a destruição de 80 mil armas.
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