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Catolicismo
- outubro de 2003
Legítima
defesa
Não
pode o homem de bem exercer seu legítimo direito à autodefesa?
Ainda que tenha de fazer uso de armas para preservar
sua vida ou proteger sua família e seu patrimônio?
Restringir esse direito só alegrará e
favorecerá uma categoria: a dos marginais,
que passarão a cometer delitos sem correr
risco.
Oscar
Vidal
Nos
dias 14 e 18 de agosto, proferiu clarividentes palestras
em São Paulo e no Rio de Janeiro o Diretor de
Assuntos Federais do Instituto para Ação
Legislativa da Associação Nacional do Rifle
(ILA-NRA), dos Estados Unidos, Sr. Charles Cunningham.
O evento foi promovido pela campanha da TFP Pró Legítima
Defesa, juntamente com outras entidades, como Safari
Club do Brasil, ANPCA, Federação Paulista
de Tiro Prático, APADDI, RAM Clube e ABAR. Na
capital paulista, a conferência foi realizada
no Clube Nacional; e na capital carioca, teve lugar
no Guanabara Palace. Ambos os auditórios ficaram
lotados - no primeiro, com cerca de 350 pessoas, e
no segundo, 250 - com participantes ávidos em
ouvir o conferencista desenvolver o tema "Estratégias
efetivas pró-armas de fogo numa cultura anti-armas".
Uma
lei não atinge os fora-da-lei
Determinada
mídia tem procuradoinduziropúblico à idéia
de que, se for aprovado o projeto de lei 292, chamado
Estatuto de Desarmamento - que tramita no Congresso Nacional
em regime de urgência - os crimes diminuirão.
Isso constitui, pelo menos, notória ingenuidade,
entretanto muito propalada. O conferencista norte-americano
demonstrou cabalmente que tal idéia não
passa de um engodo, sustentado por campanha midiática,
organizada por esquerdistas e certas ONGs, visando
enganar a população mediante manipulação
de informações distorcidas. Caso aprovado
o projeto, a nova lei poderá desarmar a população
ordeira, que usa arma como autodefesa e como meio de
defender a própria família e seu patrimônio.
Mas não desarmará, evidentemente, os
criminosos. Estes não acatam as leis, usam armas
ilegais, roubadas ou contrabandeadas. E certamente
ficarão muito satisfeitos se o controvertido
projeto de desarmamento for aprovado, pois, poderão
agir livremente. Não mais encontrarão
resistência a seus intuitos delituosos, uma vez
que a população estará indefesa.
Proibição
do porte de armas favorece os marginais
O
Sr. Charles Cunningham descreveu a estratégia
adotada pela NRA para garantir, nos Estados Unidos,
o direito do cidadão de ter e portar armas de
fogo: consiste em esvaziar o clima demagógico
e emocional criado pela mídia esquerdista e
desfazer tal onda com argumentos lógicos.
Nenhum Estado, disse o conferencista, tem condições de dar segurança
total ao cidadão. Para isso, seria preciso haver um policial para cada
pessoa... O que é impraticável.
Ele exemplificou com a situação nos presídios. Nesses
locais, os criminosos estão sob severa vigilância do Estado e
privados da liberdade de ir e vir. Mesmo nessa situação eles
conseguem praticar delitos, por vezes até dirigem o crime. Como esperar
que não consigam praticá-los fora dos presídios?
Outro ilustrativo exemplo mencionado na conferência: em Washington, onde
vigora rígida legislação para o controle de armas, o índice
de violência é um dos maiores dos Estados Unidos. Entretanto,
nos Estados norte-americanos que tornaram mais livres o porte e a posse de
armas pelos homens de bem, os índices de criminalidade baixaram imediatamente.
Desarmamento
civil aplicado = aumento do crime
" Não
são as armas que matam!" - ressaltou o
palestrante - Você pode deixar uma arma em cima
de um móvel durante 100 anos, que ela não
matará ninguém. Quem mata são
as pessoas".
Assim sendo, defendeu ele a necessidade de preparar as pessoas para usar adequadamente
as armas, prevenindo os eventuais riscos e seu mau uso contra terceiros. Neste
sentido, a NRA procura incentivar a criação de leis que regulamentem
o porte e a posse das armas, prevendo punição severa contra os
que as utilizarem de forma criminosa. O que não é aceitável é o
argumento irracional de subtrair ao homem honesto o direito de portá-las
e usá-las.
Cada um deve responder pelos atos errados ou criminosos que venha a cometer.
Não é porque há acidentes de trânsito que se deve
negar ao indivíduo o direito de comprar e dirigir automóveis.
A culpa não está nos automóveis nem nas armas, mas sim
no mau uso que se faz deles.
Outros ilustrativos exemplos apresentou o Sr. Cunningham, evidenciando não
se dever acreditar que o desarmamento da população resulta na
diminuição da criminalidade. Estatísticas sérias
comprovaram isso em vários países e - caso o funesto Estatuto
de Desarmamento for aprovado pelo Congresso - no Brasil não será diferente.
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do autor: OscarVidal@terra.com.br |